CNN Sinais Vitais aborda importância para saúde de se dormir bem

O ser humano é capaz de gerar aproximadamente 70 mil pensamentos por dia. Isso se traduziria em 3 mil pensamentos por hora, 50 por minuto, e aproximadamente um por segundo.

Se o cérebro e a mente humana constituem uma máquina que trabalha a todo vapor, onde entra o descanso?

Nesta semana, o CNN Sinais Vitais mostra a importância do sono para se viver bem.

O programa apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil vai ao ar neste domingo (6), às 19h30, reforçando o conteúdo diversificado com a marca CNN Soft.

Sono reparador

Durante o sono, o organismo exerce as principais funções restauradoras do corpo, como o reparo dos tecidos, o crescimento muscular, a síntese de proteínas e o descanso do cérebro.

“O sono é fundamental para o descanso do sistema respiratório e cardiovascular. A pressão arterial cai, a frequência cardíaca cai, e cada vez mais a gente sabe que é fundamental também para o sistema nervoso central, é o momento de drenagem das toxinas que se acumulam no cérebro ao longo do dia, bom para a fixação de memória e harmonização do corpo. Os hormônios são secretados, basta a gente ficar uma noite sem dormir, que a gente percebe o quanto é fundamental o sono”, explica o médico Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Incor (veja a entrevista no vídeo acima).

A longo prazo, não dormir bem aumenta o risco de obesidade, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e de depressão. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 9,3% dos brasileiros sofrem de ansiedade e o Brasil é o primeiro país do mundo em número de pessoas com a condição.

“Você ter uma insônia não significa ficar uma noite ou outra sem dormir, porque tá preocupada com algo, ou porque deixou uma tarefa incompleta e não consegue relaxar, enquanto não volta, e termina aquele trabalho. A insônia é uma condição que significa pelo menos três noites não dormidas durante a semana, por um período mínimo de três meses”, alerta a psiquiatra Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Na vida moderna, com inúmeros afazeres e pensamentos, dormir de forma saudável e com o tempo ideal, pode ser um desafio. No episódio, especialistas mostram os melhores tratamentos para quem sofre de insônia e de ansiedade.

A jornalista e apresentadora do programa CNN Nosso Mundo, Gloria Vanique, conta como conseguiu driblar as poucas horas de sono e a consequente ansiedade, mudando seu ritmo de vida e de trabalho.

“Gente, eu acho que eu faço muito mais hoje do que eu fazia naquele período, hoje eu tô com programa semanal, mas você tem o tempo de preparar esse programa. Tô muito mais saudável, dormindo bem”.

Distúrbios do sono

Para o tratamento dos distúrbios do sono, existem diferentes tipos de terapia. No caso da apneia do sono, por exemplo, é preciso impedir que haja o fechamento da passagem do ar pela garganta enquanto a pessoa dorme.

No programa, o médico Luciano Drager, presidente da Associação Brasileira do Sono, aborda detalhes sobre um dos tratamentos que “constitui no uso de um gerador de pressão chamado CPAP, um gerador de fluxo de ar que não é oxigênio e a pessoa usa quando vai dormir. É uma máscara que é acoplada na face da pessoa e esse pressurizador de ar vai impedir o fechamento da garganta enquanto ela dorme. A pessoa deixa de roncar e fazer apneia”, relata o médico.

Quantas horas uma pessoa deve dormir por dia? O CNN Sinais Vitais desmistifica a relação da quantidade de horas dormidas por noite.

“Existe, em primeiro lugar, uma variabilidade muito grande em relação à faixa etária, por exemplo, um bebê fica 18 horas dormindo e a criança dorme 10, 12, 14 horas. O adolescente precisa dormir muito, esses são os mais arriscados a ter restrição de horas de sono. Já o adulto, na média, precisa dormir pelo menos 6 horas. Dormidores longos precisam de 7 a 8 horas e tem gente que precisa de menos que 6 horas”, diz Lorenzi Filho.

O neurocientista Sidarta Ribeiro, professor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explica o que há por trás dos sonhos durante a noite.

“Nós vivemos numa sociedade em que o sono e o sonho estão em risco. Os sonhos são uma expressão dos nossos desejos e dos nossos medos. Eles são um mecanismo muito antigo, que tenta dar uma resposta para o futuro. Então, eu não sei o que vai acontecer, mas eu tenho experiência do passado. Os sonhos permitem recombinar memórias e criar cenários de possíveis futuros. A gente pode afirmar que, na história humana, os sonhos foram fundamentais para a Gênese da cultura, para produção de novas ideias, e para o acúmulo cultura”, afirma.

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